Buraco da camada de ozônio está em seu menor tamanho desde 1982
A Agência Espacial Americana (NASA) anunciou, essa semana, que o buraco da camada de ozônio sobre a Antártida atingiu o menor tamanho desde a sua descoberta em 1985. O seu tamanho, que costuma diminuir no mês de Setembro, foi reduzido de 16,4 milhões de quilômetros quadrados para 10 milhões entre Setembro e Outubro desse ano segundo medições do satélite NOAA.
Embora seja uma ótima notícia, essa mudança não é em decorrência da redução de emissão de gases poluentes na atmosfera. Os cientistas explicam que esse fenômeno ocorre devido a altas temperaturas na estratosfera, as quais limitam o crescimento da camada de ozônio. Este evento é raro e só aconteceu anteriormente em 1988 e 2002.
A camada de ozônio situa-se entre 11 e 40 km acima da superfície da Terra, em uma faixa da atmosfera chamada estratosfera. Ela tem a capacidade de filtrar os raios ultravioletas e funciona como um protetor solar para o planeta, evitando que esta radiação cause efeitos maléficos à saúde humana e aos demais seres vivos.
Infelizmente, a camada de ozônio ainda não está caminhando para uma rápida recuperação, pois a quantidade de poluentes emitidos é alta o suficiente para que ela continue sendo destruída. Entretanto, os esforços na redução dos níveis de substâncias lançadas na atmosfera são válidos e trarão resultados no futuro. A NASA tem a expectativa de que o buraco continue diminuindo e ozônio antártico retorne ao nível que estava em 1980 por volta de 2070.
Fonte: NASA