Projeto cultiva 2 toneladas de vegetais em telhado de supermercado
A criação de hortas urbanas é uma tendência que tem crescido em todo o mundo devido à necessidade do consumidor de obter alimentos mais saudáveis e isentos de agrotóxicos. Cultivadas em espaço doméstico ou coletivo, elas contribuem com o meio ambiente e a saúde da população.
Recentemente, pesquisadores da Universidade de Vrije, na Bélgica criaram uma horta no telhado de um supermercado. A ação faz parte do Projeto Lagum, o qual estuda diferentes práticas agroecológicas que podem ser utilizadas em telhados. A iniciativa visa avaliar se esse tipo de horta urbana é sustentável ou não.
Financiado pela União Europeia, o Protejo Lagum vem cultivando mais de 60 espécies de plantas diferentes no jardim da cobertura de um supermercado em Bruxelas. Desde que foi implementado, já se conseguiu colher mais de 2 toneladas de vegetais na horta.
De acordo com Francisco Davila, pesquisador do laboratório de agroecologia da Universidade de Vrije, o Projeto Lagum visa educar e envolver a população local em todo o processo de produção agrícola. A intenção dele é melhorar a vida das pessoas menos favorecidas.
O projeto LagUM “é uma vitrine educacional para a agricultura urbana em Bruxelas”, disse Davila. Ele possibilita cultivar 800 m² de área em telhados, garantindo que as práticas e os resultados das pesquisas ali realizadas possam ser amplamente compartilhados.
“Nós olhamos para a parte agronômica da pesquisa, mas também olhamos para a multifuncionalidade desse tipo de projeto. Então, há produção, sim, mas também há formação, conscientização e coesão do bairro social”, disse o pesquisador.
Além da horta, o Projto Lagum conta com um restaurante social, o qual cozinha os vegetais produzidos na própria horta do telhado do supermercado. Segundo Nevruz Unal, um representante da cidade de Bruxelas, a comida gerada no restaurante é distribuída para as pessoas vulneráveis.
O Projeto Lagum recebeu um financiamento do FEDER e da Região Bruxelas-Capital que, juntos, somam 1,6 milhões de euros. Hoje, ele está na fase experimental, a qual durará mais dois a três anos. Se comprovadamente sustentável, o método poderá ser exportado para outros telhados na Europa.