Nossos antepassados eram sustentáveis. Nós é que somos predatórios
A visão de gerações sempre se confrontou na história e isso é algo inevitável, além de importante para a evolução social e científica. No entanto, o modo de vida dos nossos antepassados, considerado por muitos antiquado, era muito mais alinhado à sustentabilidade que o da geração atual e vou explicar o porquê.
Na época dos nossos avós, bisavós e por aí vai, aproveitava-se tudo o que tinha ao máximo. Panelas ou objetos quebrados eram consertados, roupas velhas eram remendadas ou transformadas, alimentos eras aproveitados integralmente, incluindo talos, folhas, cascas e sementes.
Descartar era a última opção! Isso porque os recursos eram escassos e não havia muitas opções de produtos no mercado, tampouco dinheiro para comprar (exceto os ricos). Agiam por necessidade, usando o que tinham até o limite, e por terem uma mentalidade de circularidade natural.
Porém, após a segunda guerra mundial, esse modo de vida sustentável foi substituído por um modo de vida predatório. Do aproveitamento máximo dos produtos, foi-se para a produção/consumo de massa e a implementação da cultura dos bens descartáveis.
Esse modelo de consumo se popularizou e, hoje, domina o mundo. Por conta dele, a exploração dos recursos naturais e a produção de lixo, especialmente a de plástico, exponenciou, colocando em risco a capacidade de carga do planeta e a nossa sobrevivência.
É consenso que esse modo de vida é insustentável e que precisa ser revisto. Talvez, devêssemos “imitar” nossos antepassados, renunciando às futilidades e consumindo o necessário. Afinal, ninguém precisa de 300 pares de sapatos, mil peças de roupas ou 300 batons para sobreviver.
Uma sociedade só se sustenta se sua base de recursos for mantida. Caso contrário, está fadada ao fim. Está na hora de abolir esse “predadorismo” e agir com sabedoria como os nossos antecessores, a fim de evitar um colapso planetário e manter a vida em sua plenitude.

