Laboratório detecta imagem que pode explicar origem do óleo no Nordeste
As machas de óleo que vêm poluindo as praias do Nordeste podem ter uma origem diferente da especulada pelas autoridades brasileiras. Uma pesquisa recente do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS), vinculado à Universidade Federa de Alagoas (UFAL), demonstrou que o petróleo encontrado no litoral possivelmente vem de um grande vazamento abaixo da superfície do mar.

vazamento de pe.
O responsável pela estudo foi Humberto Barbosa, pesquisador do LAPIS. Ele fez analise de imagens do satélite Sentinel-1A, da Agência Espacial Europeia (ESA) por três semanas e encontrou nelas uma enorme macha no formato de meia lua, com 55 quilômetros de extensão e 6 de largura, a uma distância. A mancha está situada a 54 quilômetros da Costa do Nordeste e tem um tamanho equivalente à cidade de Fortaleza.
O cientista acredita que a mancha se trata de um vazamento de petróleo, pois ela apresentou um padrão espectral diferenciado, semelhante ao de óleo derramado no oceano. A mancha foi identificada no Sul da Bahia, nas proximidades dos municípios de Itamaraju e Prado. Essa região é próxima a áreas de exploração de petróleo conforme mapeamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O pesquisador afirma que o que encontrou nas imagens é algo muito maior que um mero derramamento acidental ou proposital de óleo a partir de um navio. É, na realidade, um vazamento consequente da perfuração de algum poço de exploração de petróleo abaixo da superfície do mar.
Humberto informou também que detectou, nas imagens, três navios no entorno da grande mancha que podem estar tanto passando pelo local quanto monitorando alguma situação extraordinária ocorrida na área.
O Laboratório comunicou à Comissão do Senado, responsável pelo acompanhamento da poluição por óleo no Nordeste, a detecção da mancha nas imagens de satélites. Essas informações contribuirão nas investigações sobre o incidente.
Fonte: UFAL